A síntese das passagens analisadas da Ontologia do Ser Social de György Lukács permite apreender o conceito de Sehnsucht em sua determinação mais madura e complexa, não como categoria ontológica em sentido estrito, mas como forma fenomenológica da negatividade inscrita no ser social e mediada historicamente. Trata-se, em todos os casos, de uma expressão subjetiva da não-coincidência entre a existência efetiva e a exigência de sentido, plenitude ou reconciliação — isto é, da t
A partir da postagem anterior podemos reconstruir, com bastante precisão teórica, um campo semântico complexo do termo “Sehnsucht” em György Lukács, que se afasta tanto do uso romântico originário quanto de qualquer psicologização imediata, sendo reconduzido a uma ontologia do ser social e da práxis. Em primeiro lugar, “Sehnsucht” aparece como forma afetiva da negatividade ontológica, isto é, como expressão subjetiva da não-coincidência entre o ser e suas possibilidades. Não
Na postagem anterior realizamos uma investigação filológica e teórico-crítica do termo alemão Sehnsucht , articulando sua evolução semântica com a “Ontologia do Ser Social” e os “Prolegômenos para uma Ontologia do Ser Social” de György Lukács. Em primeiro lugar, nossa primeira postagem demonstrou que Sehnsucht é um “conceito” de grande densidade semântica, formado pela articulação entre sehnen (ansiar, tender para algo ausente) e Sucht (busca compulsiva, dependência). Não