Na postagem anterior, discuti o problema da autoria na era da inteligência artificial generativa. Ela mostrou que a questão central não consiste em saber se a máquina “escreve” ou “pensa”, mas em compreender a transformação histórica das formas de produção do conhecimento. A tese desenvolvida foi a de que a autoria continua pertencendo ao trabalho vivo. A IA generativa, embora extremamente sofisticada, constitui uma forma avançada de objetivação do saber social acumulado — aq
A questão da autoria na era da inteligência artificial generativa não é apenas um problema técnico ou jurídico; ela expressa uma transformação histórica profunda nas formas de produção do conhecimento. Quando se pergunta “de quem é a autoria?” no contexto do diálogo homem-máquina, não se trata apenas de atribuir um crédito, mas de compreender a nova configuração do trabalho intelectual no interior da nova forma de metabolismo social do capital. A tese central permanece: a aut